Um erro frequente que vemos em obras em São Paulo é achar que solo argiloso mole sempre exige estacas caras. Muitas construtoras partem direto para fundações profundas sem considerar a pré-carga (sem sobrecarga) como alternativa. Em terrenos da várzea do Tietê ou do Pinheiros, onde a espessura de argila mole ultrapassa 10 m, o adensamento primário pode levar décadas se não for tratado. A pré-carga acelera esse processo aplicando o peso do próprio aterro, sem sobrecarga adicional, e permite que o solo ganhe resistência antes da construção. Antes de definir o método, o ideal é cruzar os dados com um ensaio de adensamento em laboratório e complementar com a classificação tátil-visual dos testemunhos. Só assim o projeto de pré-carga fica ajustado à realidade do subsolo paulistano.

A pré-carga sem sobrecarga acelera o adensamento primário em solos moles, reduzindo o recalque pós-construtivo para níveis aceitáveis em aterros rodoviários e plataformas industriais.