A geofísica aplicada em São Paulo investiga as condições de subsolo em um contexto geológico dominado por sedimentos da Bacia de São Paulo e rochas cristalinas do embasamento pré-cambriano, com forte controle estrutural e aquíferos fraturados. Os levantamentos integram métodos sísmicos, elétricos e eletromagnéticos para mapear interfaces solo/rocha, zonas de falha, cavidades e variações litológicas, atendendo às exigências da norma ABNT NBR 15935. A investigação preliminar com exploração geofísica orienta campanhas de sondagem e reduz incertezas em terrenos heterogêneos, sendo complementada por ensaios in situ que ancoram os modelos indiretos em parâmetros geomecânicos diretos.
As metodologias empregadas seguem protocolos normativos brasileiros e recomendações da ABGE, com calibração obrigatória contra furos de sondagem. Perfis de resistividade elétrica e sísmica de refração são executados conforme a NBR 15935, enquanto radar de penetração (GPR) atende a diretrizes da ASTM D6432 adaptadas localmente. Os resultados são validados por correlações com ensaio SPT, que fornece índices de resistência à penetração, e com ensaio CPT, cujas medidas contínuas de resistência de ponta e atrito lateral refinam a estratigrafia geofísica. Em maciços rochosos, a integração com ensaio de permeabilidade in situ do tipo Lefranc ou Lugeon permite quantificar condutividade hidráulica de descontinuidades detectadas nos perfis geofísicos.
Os projetos típicos na capital paulista e região metropolitana abrangem fundações profundas em zonas de solos coluvionares e aterros, túneis em rocha alterada, contenções em encostas e diagnóstico de recalques diferenciais. A geofísica é decisiva na locação de estacas e tubulões ao identificar matacões e topo rochoso irregular, condição recorrente nos terrenos graníticos da Serra do Mar. Obras de infraestrutura linear, como as linhas do Metrô e corredores viários, utilizam sísmica de refração e GPR para prever escavabilidade e interferências. Em projetos de fundações de edifícios altos, os modelos geofísicos orientam a programação de ensaio de placa de carga em profundidades representativas, garantindo parâmetros de deformabilidade diretamente aplicáveis ao dimensionamento.
O processo inicia com a análise documental e definição das técnicas geofísicas, seguida da aquisição de campo com equipamentos calibrados. Os dados são processados com softwares específicos e os perfis interpretados são entregues em seções geológico-geofísicas georreferenciadas, acompanhadas de relatório técnico com parâmetros de resistividade, velocidades sísmicas e constantes elásticas. A proposta de valor reside na continuidade lateral da informação, que preenche lacunas entre sondagens pontuais e reduz a necessidade de
Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.