A fresadora passa cortando o asfalto velho na marginal Pinheiros. O caminhão basculante recolhe o material fresado. É o início de um projeto de pavimento flexível em São Paulo que precisa considerar o tráfego intenso e o solo de perfil variado da cidade. Antes de qualquer mistura betuminosa, o laboratório realiza ensaios de caracterização do subleito. A granulometria dos agregados e os limites de Atterberg do solo definem a base do dimensionamento. Cada camada do pavimento, do reforço ao revestimento, é calculada para resistir às cargas repetidas dos veículos. A equipe técnica acompanha a execução para garantir a compactação e a espessura projetadas.
O CBR do subleito em São Paulo varia de 2% a 12%, exigindo camadas de reforço espessas em vias de alto tráfego.
Metodologia e escopo
São Paulo cresceu sobre colinas e várzeas. O relevo acidentado exige cortes e aterros que alteram o comportamento do solo. Um projeto de pavimento flexível precisa mapear essas variações. A investigação geotécnica começa com sondagens e ensaios de CBR vial para definir a capacidade de suporte do subleito. Depois, o dimensionamento segue a metodologia do DNIT, que considera o número N de tráfego. O projeto prevê camadas granulares e revestimento asfáltico com ligante modificado para suportar as altas temperaturas e a frenagem constante nos corredores de ônibus. A durabilidade do pavimento depende diretamente da qualidade dos materiais e do controle tecnológico durante a obra.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Considerações locais
A umidade elevada e as chuvas concentradas em São Paulo saturam o subleito. Sem drenagem adequada, a água reduz o CBR e acelera a deformação do pavimento flexível. O trincamento por fadiga aparece antes do previsto. O dimensionamento precisa prever sistemas de drenagem superficial e profunda. Ignorar a capacidade de suporte do solo local leva a afundamentos de trilha de roda e desagregação do asfalto em menos de dois anos. O projeto de pavimento flexível em São Paulo exige atenção redobrada à drenagem e ao tráfego real.
Parâmetros técnicos
Parâmetro
Valor típico
Número N de tráfego (DNIT)
1x10^5 a 1x10^8 (depende da via)
CBR de projeto (subleito)
2% a 12% (típico SP)
Módulo de resiliência (MR) do subleito
40 a 120 MPa
Espessura mínima de revestimento (CBUQ)
5,0 a 12,5 cm (faixa C)
Base granular (brita graduada)
15 a 30 cm
Reforço do subleito (solo-brita)
20 a 40 cm
Vida útil de projeto
10 a 20 anos
Serviços técnicos associados
01
Dimensionamento de camadas (DNIT / AASHTO)
Cálculo das espessuras de revestimento, base, sub-base e reforço conforme o tráfego e o CBR do subleito. Inclui definição do tipo de ligante e granulometria dos agregados.
02
Controle tecnológico de compactação
Ensaios de Proctor (NBR 7182) e densidade in situ (cilindro de cravação ou frasco de areia) para verificar a compactação de cada camada. Relatório com carta de compactação.
03
Estudo de tráfego e número N
Contagem e classificação veicular para calcular o número N de solicitações equivalentes. Dados usados no dimensionamento mecanístico do pavimento flexível.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas aplicáveis
ABNT NBR 7181:2016 (Análise granulométrica), ABNT NBR 6459:2016 (Limite de liquidez), DNIT 031/2006-ES (Pavimentos flexíveis - Especificação de serviço), Manual de Pavimentação do DNIT (2006), ABNT NBR 7182:2016 (Ensaio de compactação)
Perguntas comuns
Qual a diferença entre pavimento flexível e rígido?
O pavimento flexível (asfáltico) distribui as cargas por camadas granulares e sofre deformações elásticas. O rígido (concreto) distribui por placa e é menos suscetível a afundamentos. A escolha depende do tráfego, do subleito e do custo.
Quanto custa um projeto de pavimento flexível em São Paulo?
O custo referencial varia entre R$ 4.410 e R$ 12.860, dependendo da extensão da via, do número de sondagens e da complexidade do dimensionamento. Consulte orçamento para seu caso específico.
O que é o número N e por que ele é importante?
O número N representa o tráfego total de veículos equivalentes ao eixo padrão de 8,2 tf durante a vida útil do pavimento. Ele define a espessura das camadas e o tipo de revestimento. Quanto maior o N, mais robusto o pavimento.
Qual a importância do CBR no projeto de pavimento flexível?
O CBR (California Bearing Ratio) mede a resistência do subleito. Em São Paulo, valores baixos (2-5%) exigem camadas de reforço espessas ou substituição do solo. Valores acima de 8% permitem pavimentos mais esbeltos e econômicos.
Quanto tempo dura um pavimento flexível bem projetado?
Com projeto adequado ao tráfego e manutenção periódica (selagem de trincas, recapeamento), a vida útil varia de 10 a 20 anos. Em corredores de ônibus de São Paulo, o recapeamento costuma ser necessário entre 8 e 12 anos.
Localização e área de serviço
Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.